quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Célula sintética é desenvolvida por pesquisadores

Desde a bomba atômica e o homem na lua, todo avanço da ciência provoca admiração e medo. Não foi diferente quando cientistas nos Estados Unidos anunciaram ter criado uma célula sintética. Ou seja, um ser vivo cujo código genético foi criado a partir de informações armazenadas em computadores. As vantagens práticas ainda são coisa do futuro, mas as implicações éticas são imensas.

A primeira parte do experimento foi produzir em laboratório uma cópia do genoma de uma bactéria, que é o conjunto de todo material genético que fica armazenado dentro do núcleo da célula. Depois, eles conseguiram substituir algumas sequências de DNA por outras que não existem nessa bactéria, criando uma espécie de "marca" no material genético, para que pudessem identificar que aquele genoma tinha sido criado por eles. Agora, a terceira parte da pesquisa deu resultado: os cientistas trocaram o genoma natural de uma outra bactéria por aquele reproduzido e modificado em laboratório. E mais: conseguiram fazer com que a nova bactéria passasse a se comportar como a primeira.

Imagine agora uma célula projetada em computador para transformar sujeira em combustível, para produzir remédio dentro do corpo do paciente ou para produzir energia e alimentos. O líder do grupo de cientistas que desenvolveu a técnica diz que tudo isso poderá ser possível em 10 ou 20 anos. A pesquisa já provocou polêmica entre a comunidade científica, porque a equipe que desenvolveu o processo já disse que pretende patentear a técnica de retirada, modificação e transplante de genoma entre as células. Isso quer dizer que, só eles, ou quem recebesse autorização, poderiam criar as super células sintéticas.


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